#blog

Modernização de sistemas legados sem parar a operação

Você sabe que precisa modernizar os sistemas legados que possui, mas não pode parar a operação. Cada dia adiado tem um preço, que pode ser o de horas perdidas com manutenções ou falhas, e menos tempo dedicado a outros pontos que diferenciam suas atividades às da concorrência. 

Sistemas legados costumam apresentar características como código-fonte defasado, documentação incompleta e dependências de bibliotecas que podem ter sido descontinuadas, entre outras questões que dificultam sua atualização ao longo do tempo. 

Alguns desenvolvedores de softwares enxergam sistemas legados como um pesadelo. Já outros encaram esses projetos como uma próspera aventura. Na visão de Eduardo Foster, cofundador e diretor de Tecnologia da Informação da Caiena, trabalhar na modernização de sistemas legados é um desafio interessante: 

“Pegar um ‘monstrão legado’ e tentar trazer ele ‘para os trilhos’ é algo que eu gosto muito de fazer. O que as pessoas chamam de sistema legado, geralmente, é um sistema que foi construído no passado, que tem pouca ou nenhuma documentação, que tem pouca ou nenhuma estrutura padronizada, por exemplo”.

Eduardo Foster, cofundador e diretor de Tecnologia da Informação da Caiena

Navegue pelo conteúdo:

O impacto de sistemas legados nas organizações

Foster compara o trabalho de desenvolvimento de software ao de um mecânico ao avaliar automóveis. “Pensa em um mecânico que precisa abrir o motor e não tem um manual para saber onde fica o radiador e outras peças. Ele se depara com um radiador que não tem ‘cara’ de radiador, uma peça que é um ventilador que joga água errado e está funcionando ali. Então, o mecânico precisa entender o que um radiador faz, sua função naquele motor, o que precisa para trocar… Para isso, ele precisa ter experiência de conseguir olhar para isso, saber o que compõe esse motor legado para conseguir resolver o problema”.

Para identificar o que são sistemas legados, os desenvolvedores de software precisam ter uma bagagem que permita compreender essas possíveis falhas. Quando falta a documentação do sistema, por exemplo, é necessário realizar testes para identificar a fundo o que está e o que não está funcionando para, então, seguir com a modernização. 

Outro ponto de impacto explicado por Foster está relacionado à contratação e atualização dos profissionais que atuam com esses sistemas. Ele explica que definir sistemas legados pode ser algo relativo – em alguns casos, um software é considerado legado não pela defasagem da tecnologia, mas pela relação com a pessoa que o criou ou o utiliza. 

“Às vezes, pode acontecer desse sistema começar a ser usado por alguém que ainda não tem familiaridade com esse projeto, que vê aquilo como ‘uma bagunça’. Mas, para quem lidava e construiu esse projeto antes, ele não era legado, porque a pessoa entendia aquilo. Esse nível de entendimento sobre o código, a arquitetura e as tecnologias aplicadas também influencia ao definir o que é ou não legado”.

Portanto, nem sempre sistemas legados são softwares antigos – pode se tratar de sistemas que precisam de manutenção ou de situações em que as pessoas precisam de treinamento para usá-los. “Porém, o fato de ‘trocar’ a pessoa responsável pela tecnologia não faz automaticamente esse sistema se tornar legado. Imagina que se você construir um software que siga exatamente os padrões definidos por Rails, mesmo que haja essa troca de pessoa, se ela tiver experiência em Rails, vai conseguir operar esse software”, observa Foster.

“O fato de um sistema ser legado ou não é porque muitas pessoas enxergam um software como algo ‘eterno’. Não é, como nenhum produto de engenharia é eterno. O software é como um elevador. Se você mora em prédio, vez ou outra vai encontrar com alguém da manutenção. Se não tiver alguém que faça essa manutenção no software frequentemente também, ele pode ‘cair’, como um elevador. Pode demorar mais, dependendo do nível de  complexidade e dependência,  mas se não tiver alguém cuidando disso, como todo produto de engenharia, ele vai cair. Um navio afunda se não tiver manutenção, um carro para se não tiver manutenção, e um software morre se não tiver manutenção”.

Eduardo Foster, cofundador e diretor de Tecnologia da Informação da Caiena.

Como e quando modernizar sistemas legados

Decidir entre trocar ou modernizar sistemas legados varia de acordo com a realidade e características de cada organização, suas prioridades técnicas e o contexto em que o sistema é utilizado. 

Modernizar

Independentemente da decisão, trocar ou modernizar sistemas legados exige investimentos financeiros. Porém, os custos para modernização podem ser menores do que para adquirir um sistema novo, o que faz dessa uma decisão mais econômica. 

Outro fator que pode influenciar essa decisão é a compatibilidade do sistema atual com novas tecnologias. Se o sistema legado possui dependências que ainda aceitam atualizações, pode ser que uma troca completa não se justifique. 

Trocar

Caso não seja possível modernizar seu sistema legado, então é hora de trocar. Com um novo sistema, você terá um software com melhor desempenho e eficiência, interfaces e experiência de uso em conformidade com os padrões atuais e níveis superiores de segurança, além de uma possível redução de custos a longo prazo. Também será possível, por exemplo, utilizar APIs padrão, que facilitem integrações quando houver necessidade. 

Porém, é importante prestar atenção para não repetir os mesmos erros do passado. “Ao modernizar, você vai encontrar vários ‘bugs’. Há muitos casos de sistemas começados ‘do zero’, em que equipes se esquecem dos problemas que existiam ali e os repetem. Erroneamente, existe uma visão de que ‘construir do zero é sempre mais fácil’. Mas não é sempre. Se você for construir do zero, precisa ter uma motivação de custo-benefício clara”, aconselha Foster.

Consultoria para atualização de sistemas legados

Entre escolher por modernizar ou trocar sistemas legados, uma coisa é certa: a operação não pode parar. Em muitos casos, a razão para esses softwares se tornarem obsoletos está justamente na dificuldade de realizar manutenções sem o risco de interromper o uso. Mas, aqui na Caiena, sabemos como contornar esse desafio e já o fizemos em alguns projetos bastante complexos.

Movida GMF: uhm dos exemplos foi no contexto do projeto Gestão de Manutenção e Fornecedores (GMF) para a Movida – Aluguel de Carros. Na ocasião, a empresa possuía uma frota de 79 mil veículos, o que representava 16% de toda a frota brasileira de turismo de lazer e negócios. Esses automóveis estavam distribuídos em 150 lojas do país, e os operadores precisavam de um sistema padronizado para gerenciar manutenções e fornecedores, tornando essa parte da operação mais assertiva.

Para atender ao contexto, a Caiena desenvolveu um sistema capaz de gerenciar todo o processo, substituindo a solução utilizada até então. Com a implementação gradual, houve a redução do tempo improdutivo de frota (carros parados que não geravam receita), e uma economia de 100 horas de trabalhos manuais semanais, que antes eram dedicadas ao preenchimento de formulários e outras etapas da gestão de manutenção e fornecedores.

Editor da Enciclopédia Itaú Cultural: a Enciclopédia Itaú Cultural é um acervo digital público e referência nacional. Hoje, ela acumula cerca de 170,6 mil verbetes publicados e 25 mil mídias. Pelo volume de acessos que possui, as manutenção precisam ocorrer sem interrupções.

Em 2022, a equipe da Enciclopédia Itaú Cultural identificou que o editor da plataforma precisava de mudanças internas para manter o crescimento sustentável. Então, confiou à Caiena o desenvolvimento de um novo editor que isolasse as atualizações do banco de dados ativo. A transição ocorreu sem necessidade de tirar a plataforma do ar, e permitiu a redução da burocracia interna sem sobrecarregar o sistema em uso.

Como anda isso na sua operação? Talvez o primeiro passo seja entender, com clareza, o cenário de seus sistemas internos.

Falar sobre o meu caso

Esse case inspirou a palestra “Como atualizar o que não pode parar: o redesign da Enciclopédia Itaú Cultural”, para o HackTown 2026. Deseja saber mais sobre essa conversa? Acesse aqui e baixe o conteúdo apresentado pelo líder de Gestão de Projetos da Caiena, Otávio Farah.

Mais do que executar a modernização, a consultoria da Caiena pode te ajudar a decidir se ela é o melhor caminho certo para o seu sistema legado. Afinal, essa conversa precisa começar antes do código. Estamos à disposição para entender mais sobre o seu caso, fale com a equipe da Caiena.

Mais conteúdos

Ao clicar em “Aceitar todos os cookies”, você concorda com o armazenamento de cookies em seu dispositivo para aprimorar a navegação no site, analisar o uso do site e nossos esforços de marketing. Veja nossa Política de Privacidade para mais informações.

Contato

Ops, revise o formulário e tente novamente.