Assim como em muitos países, a realidade das mulheres de Moçambique é complexa. O país está classificado em 127º posição entre os 162 países listados no Índice de Desigualdade de Gênero. Este dado já diz muito sobre a importância de promover ações que impactem no empoderamento econômico das mulheres no país.
O Ministério da Economia e Finanças de Moçambique e o Banco Mundial estão cientes desta necessidade, por isso o empreendedorismo feminino é uma das prioridades entre as ações do projeto "Economic Linkages for Diversification" (“Vínculos econômicos para diversificação”, em tradução livre). Ele contempla diversas iniciativas para fortalecer a atuação das micro, pequenas e médias empresas do país por meio de investimentos nas frentes de tecnologia, capacitação e gestão de projetos.
A Caiena faz parte da iniciativa, por meio da consultoria para o design do framework da base de dados SME Data Framework. Essa etapa do trabalho é focada na criação de soluções que promovam condições favoráveis para o desenvolvimento e fortalecimento de vínculos econômicos. No caso do SME Data Framework, seu objetivo é melhorar os processos de integração e partilha de dados entre entidades públicas e privadas para fomentar o crescimento das empresas nacionais, incluindo as lideradas por mulheres.
Continue lendo para conhecer informações sobre a realidade do empreendedorismo feminino em Moçambique e entenda como as tecnologias propostas no projeto "Economic Linkages for Diversification" são aliadas do empoderamento econômico das mulheres do país.
Navegue pelo conteúdo:
- A realidade das mulheres em Moçambique
- A tecnologia como aliada do empoderamento econômico feminino
A desigualdade de gênero é um problema que começa cedo na vida das mulheres de Moçambique. Segundo dados do Banco Mundial, as meninas moçambicanas têm maior probabilidade de abandonar a escola do que os meninos. As altas taxas de gravidez na adolescência também influenciam isso. Para completar, as mulheres enfrentam desafios como a violência doméstica: um terço das adolescentes moçambicanas declaram que são sobreviventes de violência física e 46% vivenciaram casos de violência doméstica, sexual ou emocional.
A participação das mulheres na força de trabalho de Moçambique pode até ser considerada alta, representando 77%, sendo a maioria trabalhadoras do setor informal. Porém, das trabalhadoras, apenas 6% são assalariadas, sendo que esse número sobe para 24% em referência aos homens assalariados de Moçambique. No setor privado, 54% de empresas informais são de propriedade feminina, e apenas 17% das empresas formais com pelo menos cinco trabalhadores têm maioria feminina em atuação.
Por entender a necessidade de ampliar as oportunidades para as mulheres em Moçambique, o projeto "Economic Linkages for Diversification" possui diversas iniciativas que promoverão o empoderamento feminino.
O projeto do Ministério da Economia e Finanças de Moçambique, financiado pelo Banco Mundial, abordará questões de desigualdade de gênero associadas ao desenvolvimento econômico, para melhorar as oportunidades de ampliação do empreendedorismo feminino. A expectativa é alcançar 500 pequenas e médias empresas por meio de bolsas para capacitação e aprimoramento digital dos negócios.
Essas intervenções voltadas para as mulheres de Moçambique estão entre as prioridades do projeto, que tem como objetivo impulsionar o conhecimento e inovações que ampliem a participação delas no mercado. São consideradas abordagens com mecanismos que superem as normas sociais e de gênero presentes hoje nos negócios, para vencer preconceitos internalizados sobre o papel das mulheres nas atividades econômicas.
Assim, será possível expandir a voz das mulheres na jornada empreendedora de Moçambique e contribuir com a criação de uma nova realidade, baseada no empoderamento econômico feminino.
Este é só um dos diversos impactos que o projeto "Economic Linkages for Diversification" promoverá em Moçambique. E a Caiena faz parte disso! Acesse o case completo para conhecer mais sobre nossa consultoria em tecnologia e design nesta iniciativa.
FONTE: Documento do projeto “Economic Linkages for Diversification”, Banco Mundial, 2021.






