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5 plataformas para desenvolver protótipos

Na criação de produtos digitais, desenvolver protótipos é fundamental para que a equipe responsável aprofunde sua própria compreensão do produto. Essa etapa possibilita refinar propostas, validar hipóteses, testar fluxos e alinhar as expectativas de usuários, clientes e a área de negócios. 

Além disso, protótipos permitem que se teste a solução antes da implementação colabore com a redução de riscos, acelere decisões e apoie a construção de produtos digitais mais aderentes às necessidades reais.

Mas, vale lembrar: o protótipo é só uma das etapas de um novo produto digital. Aqui na Caiena, criamos produtos digitais sob medida, da concepção à entrega, com design e desenvolvimento na mesma equipe.

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Wireframe, Mockup e Protótipo: o que é e qual a diferença?

Primeiro, é importante conhecer alguns dos termos mais utilizados para se referir às etapas de desenvolvimento do protótipo de um produto digital – que pode ser uma página da web, um aplicativo ou um software. 

Imagine a seguinte situação: você tem uma ideia e deseja registrá-la rapidamente para não se esquecer. É comum pegar o lápis e o papel para fazer isso. A criação de um produto digital também pode começar assim, a partir de desenhos simples no papel, que contenham os principais elementos que irão compor aquela tela. 

Durante esse desenvolvimento, acontecem as etapas de criação do wireframe, mockup e do protótipo. Entenda a seguir mais sobre esses três termos essenciais nos projetos.

Wireframe

É possível fazer os primeiros rascunhos de tela utilizando o computador. Estes rascunhos iniciais, qualquer que seja o meio, são os chamados wireframes. Podemos definir então que o wireframe é uma representação de baixa fidelidade do protótipo, a mais simples de uma interface. Ou seja, é um modelo que ainda está distante de como será o produto final. Nele, podem ser esboçados os elementos iniciais do seu produto, como os principais blocos de conteúdo e uma descrição básica da interface de usuário. 

Mockup

Já o mockup está um passo adiante: é uma representação mais próxima do produto final. Nessa etapa, a interface incorpora elementos visuais mais próximos das expectativas para a entrega, como cores, tipografia e identidade visual. O mockup não pode ser desenhado em papel, pois demanda que as estruturas do produto já estejam refinadas. É nesse momento que a equipe discutirá elementos visuais e pode até obter feedback dos usuários a respeito da aparência do produto, por exemplo. Porém, o mockup de um projeto não é clicável, nem permite interação. 

Protótipo

O diferencial do protótipo é que ele é uma representação de alta fidelidade do produto, com possibilidade de simular as interações do usuário. Seu foco está nos aspectos visuais e funcionais. Então, ao utilizar um protótipo, é possível testar e experimentar a interação, com o intuito de ter mais assertividade nas tomadas de decisão.  

Wireframe, mockup e protótipo, portanto, não são a mesma coisa. Essas nomenclaturas são utilizadas para definir as etapas de desenvolvimento de um produto, desde sua ideia até a sua materialização.

Diferença entre protótipo e MVP

A sigla MVP também é uma palavra bastante presente no desenvolvimento de protótipos. Porém, apesar de os dois conceitos serem relacionados à validação de ideias, protótipos e MVPs possuem objetivos diferentes e são utilizados em momentos distintos da evolução do produto digital. 

MVP sintetiza o termo Minimum Viable Product, que significa "mínimo produto viável". Sendo assim, o MVP é o produto em sua versão mais elementar, e tem como objetivo tornar mais ágil e vantajoso o processo de aprovação das funcionalidades mais importantes do produto.

Logo, a principal diferença entre protótipo e MVP está no nível de funcionamento desse produto. O protótipo não é um produto final, mas possui funcionalidades que possibilitam uma experiência quase real. Já o MVP é uma versão simplificada da solução e que já pode ser usada no mercado, o que gera dados reais de navegação e interação.

Quer saber mais sobre MVPs? Confira este conteúdo do Blog da Caiena sobre alguns MVPs criados por nós para se aprofundar no assunto.

5 plataformas para criação de protótipos

Designers – principalmente especialistas em design de produto – têm bastante experiência com o uso dessas plataformas para o desenvolver protótipos e sabem da sua importância para a criação de um produto funcional, que realmente faça sentido para o cliente e seus usuários. Por isso, ouvimos a equipe da Caiena a respeito das plataformas que mais utilizam e as listamos a seguir:

1. Balsamiq

O Balsamiq é uma das principais plataformas para o desenvolvimento de wireframes, utilizado exclusivamente para a criação de telas iniciais dos protótipos, com baixa fidelidade.

2. Figma

O Figma é uma aplicação web utilizada para criar protótipos interativos e navegáveis com um diferencial: a possibilidade de ser feito de maneira colaborativa. Ou seja, toda a equipe envolvida pode ter acesso ao projeto e compartilhar suas ideias e sugestões de alterações. Para completar, o Figma passou a incorporar funcionalidades de inteligência artificial que aceleram tarefas de criação, organização e o desenvolvimento de protótipos.

3. Sketch

O Sketch é uma plataforma que permite a navegação e interação com a interface do produto em desenvolvimento. Foi criado especificamente para usuários de Mac OS e costuma ser de fácil assimilação aos usuários. 

4. Framer

Utilizado principalmente para o design de apps, o Framer possibilita o desenvolvimento de protótipos com navegação e microinterações, além de predefinições para Android e iOS.

5. Penpot

Esta ferramenta de design gratuita e de código aberto promove uma experiência colaborativa. Ela apresenta diversos recursos para que designers e desenvolvedores trabalhem juntos ao criarem seus protótipos. Hoje ela tem sido bastante usada em equipes de tecnologia que buscam independência de soluções proprietárias.

Agora que você entende mais sobre protótipos, que tal aplicá-lo no seu próprio projeto? Montamos um material que guia esse primeiro passo – as perguntas certas para organizar o desafio antes de sair construindo. É só baixar e usar.

Quero o guia

Inteligência Artificial e protótipos

Diversas plataformas para o desenvolvimento de protótipos já usam inteligência artificial. As IAs ajudam a acelerar tarefas que antes exigiam longos períodos de trabalho manual. Algumas plataformas já conseguem criar layouts, sugerir componentes de interface ou desenvolver fluxos iniciais a partir de descrições em linguagem natural, por exemplo.

A inteligência artificial também é usada por pessoas não designers para desenvolver protótipos, uma vez que os recursos podem facilitar alinhamentos e a validação dos conceitos. Para completar, as IAs colaboram com a criação de várias versões de protótipos, beneficiando processos de testes e discussões sobre iteração.

Sobre essa discussão, a consultoria Nielsen Norman Group, referência mundial em UX Design, pondera que a inteligência artificial ainda não possui a capacidade de desenvolver protótipos de alta qualidade sem a orientação de profissionais humanos. Compreender o contexto dos negócios, bem como as necessidades dos usuários e dos objetivos do produto ainda exige experiência e visão estratégica.

"A compreensão limitada da IA sobre as nuances do design e a inconsistência de seus resultados fazem com que ela seja mais adequada para ideação, exploração de conceitos e testes de protótipos em fases iniciais, em vez de etapas mais avançadas. Embora seja improvável levar um protótipo gerado por IA diretamente para produção, essas ferramentas podem ajudar a superar bloqueios criativos e explorar novos caminhos com rapidez".

Huei-Hsin Wang e Megan Brown no artigo "Bom de longe, mas longe de ser bom: a prototipagem com IA em contextos reais de design" (tradução livre) - Nielsen Norman Group

3 dicas da Caiena para apresentar protótipos

Após desenvolver o protótipo, é chegada a hora de apresentá-lo aos stakeholders. Na Caiena, temos vasta experiência nisso e por isso listamos três dicas que já compartilhamos por aqui e que podem fazer a diferença nesse momento do projeto.

  • É importante explicar para os participantes o que buscamos aprovar naquele momento: devemos nos atentar aos caminhos que o usuário percorrerá ao usar o produto? Ou nessa etapa o importante é definir a ordem dos campos e botões, e os nomes de cada um deles?
  • Além disso, é interessante que alguém com conhecimentos de desenvolvimento participe da apresentação, já que é muito natural que o cliente sugira funções, ferramentas e integrações, perguntando se é tecnicamente possível implementá-las e quanto investimento elas demandariam.
  • Outro ponto essencial é compartilhar o protótipo com os usuários e clientes após a reunião para que eles possam navegar sozinhos, e pedir que anotem dúvidas e sugestões.

Conclusão

Cada um pode ter sua plataforma preferida para o desenvolvimento de protótipos, seja por afinidade e adaptação, ou por corresponder às necessidades de um projeto específico. Porém, mais importante do que a ferramenta, é compreender qual é o problema que precisa ser resolvido e qual o nível de fidelidade necessário do protótipo para cada etapa do projeto. 

Para facilitar essas escolhas, criamos o SEED, método desenvolvido por nós para ajudar nas descobertas de soluções que atendam às necessidades de seu negócio, em diferentes contextos.

Por meio de etapas de discussões e testes, validamos as propostas e, só então, chegamos à resposta final para tirar uma ideia do papel. Se você está avaliando uma nova solução e quer transformá-la em realidade, a equipe da Caiena pode apoiar desde a estratégia até a prototipação e validação do produto. Venha conhecer mais sobre a experiência da Caiena nesse assunto.

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