Na criação de produtos digitais, desenvolver protótipos é fundamental para que a equipe responsável aprofunde sua própria compreensão do produto. Essa etapa possibilita refinar propostas, validar hipóteses, testar fluxos e alinhar as expectativas de usuários, clientes e a área de negócios.
Além disso, protótipos permitem que se teste a solução antes da implementação colabore com a redução de riscos, acelere decisões e apoie a construção de produtos digitais mais aderentes às necessidades reais.
Mas, vale lembrar: o protótipo é só uma das etapas de um novo produto digital. Aqui na Caiena, criamos produtos digitais sob medida, da concepção à entrega, com design e desenvolvimento na mesma equipe.
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Primeiro, é importante conhecer alguns dos termos mais utilizados para se referir às etapas de desenvolvimento do protótipo de um produto digital – que pode ser uma página da web, um aplicativo ou um software.
Imagine a seguinte situação: você tem uma ideia e deseja registrá-la rapidamente para não se esquecer. É comum pegar o lápis e o papel para fazer isso. A criação de um produto digital também pode começar assim, a partir de desenhos simples no papel, que contenham os principais elementos que irão compor aquela tela.
Durante esse desenvolvimento, acontecem as etapas de criação do wireframe, mockup e do protótipo. Entenda a seguir mais sobre esses três termos essenciais nos projetos.
Wireframe
É possível fazer os primeiros rascunhos de tela utilizando o computador. Estes rascunhos iniciais, qualquer que seja o meio, são os chamados wireframes. Podemos definir então que o wireframe é uma representação de baixa fidelidade do protótipo, a mais simples de uma interface. Ou seja, é um modelo que ainda está distante de como será o produto final. Nele, podem ser esboçados os elementos iniciais do seu produto, como os principais blocos de conteúdo e uma descrição básica da interface de usuário.
Mockup
Já o mockup está um passo adiante: é uma representação mais próxima do produto final. Nessa etapa, a interface incorpora elementos visuais mais próximos das expectativas para a entrega, como cores, tipografia e identidade visual. O mockup não pode ser desenhado em papel, pois demanda que as estruturas do produto já estejam refinadas. É nesse momento que a equipe discutirá elementos visuais e pode até obter feedback dos usuários a respeito da aparência do produto, por exemplo. Porém, o mockup de um projeto não é clicável, nem permite interação.
Protótipo
O diferencial do protótipo é que ele é uma representação de alta fidelidade do produto, com possibilidade de simular as interações do usuário. Seu foco está nos aspectos visuais e funcionais. Então, ao utilizar um protótipo, é possível testar e experimentar a interação, com o intuito de ter mais assertividade nas tomadas de decisão.
Wireframe, mockup e protótipo, portanto, não são a mesma coisa. Essas nomenclaturas são utilizadas para definir as etapas de desenvolvimento de um produto, desde sua ideia até a sua materialização.
A sigla MVP também é uma palavra bastante presente no desenvolvimento de protótipos. Porém, apesar de os dois conceitos serem relacionados à validação de ideias, protótipos e MVPs possuem objetivos diferentes e são utilizados em momentos distintos da evolução do produto digital.
MVP sintetiza o termo Minimum Viable Product, que significa "mínimo produto viável". Sendo assim, o MVP é o produto em sua versão mais elementar, e tem como objetivo tornar mais ágil e vantajoso o processo de aprovação das funcionalidades mais importantes do produto.
Logo, a principal diferença entre protótipo e MVP está no nível de funcionamento desse produto. O protótipo não é um produto final, mas possui funcionalidades que possibilitam uma experiência quase real. Já o MVP é uma versão simplificada da solução e que já pode ser usada no mercado, o que gera dados reais de navegação e interação.
Quer saber mais sobre MVPs? Confira este conteúdo do Blog da Caiena sobre alguns MVPs criados por nós para se aprofundar no assunto.
Designers – principalmente especialistas em design de produto – têm bastante experiência com o uso dessas plataformas para o desenvolver protótipos e sabem da sua importância para a criação de um produto funcional, que realmente faça sentido para o cliente e seus usuários. Por isso, ouvimos a equipe da Caiena a respeito das plataformas que mais utilizam e as listamos a seguir:
O Balsamiq é uma das principais plataformas para o desenvolvimento de wireframes, utilizado exclusivamente para a criação de telas iniciais dos protótipos, com baixa fidelidade.
O Figma é uma aplicação web utilizada para criar protótipos interativos e navegáveis com um diferencial: a possibilidade de ser feito de maneira colaborativa. Ou seja, toda a equipe envolvida pode ter acesso ao projeto e compartilhar suas ideias e sugestões de alterações. Para completar, o Figma passou a incorporar funcionalidades de inteligência artificial que aceleram tarefas de criação, organização e o desenvolvimento de protótipos.
O Sketch é uma plataforma que permite a navegação e interação com a interface do produto em desenvolvimento. Foi criado especificamente para usuários de Mac OS e costuma ser de fácil assimilação aos usuários.
Utilizado principalmente para o design de apps, o Framer possibilita o desenvolvimento de protótipos com navegação e microinterações, além de predefinições para Android e iOS.
Esta ferramenta de design gratuita e de código aberto promove uma experiência colaborativa. Ela apresenta diversos recursos para que designers e desenvolvedores trabalhem juntos ao criarem seus protótipos. Hoje ela tem sido bastante usada em equipes de tecnologia que buscam independência de soluções proprietárias.
Diversas plataformas para o desenvolvimento de protótipos já usam inteligência artificial. As IAs ajudam a acelerar tarefas que antes exigiam longos períodos de trabalho manual. Algumas plataformas já conseguem criar layouts, sugerir componentes de interface ou desenvolver fluxos iniciais a partir de descrições em linguagem natural, por exemplo.
A inteligência artificial também é usada por pessoas não designers para desenvolver protótipos, uma vez que os recursos podem facilitar alinhamentos e a validação dos conceitos. Para completar, as IAs colaboram com a criação de várias versões de protótipos, beneficiando processos de testes e discussões sobre iteração.
Sobre essa discussão, a consultoria Nielsen Norman Group, referência mundial em UX Design, pondera que a inteligência artificial ainda não possui a capacidade de desenvolver protótipos de alta qualidade sem a orientação de profissionais humanos. Compreender o contexto dos negócios, bem como as necessidades dos usuários e dos objetivos do produto ainda exige experiência e visão estratégica.
"A compreensão limitada da IA sobre as nuances do design e a inconsistência de seus resultados fazem com que ela seja mais adequada para ideação, exploração de conceitos e testes de protótipos em fases iniciais, em vez de etapas mais avançadas. Embora seja improvável levar um protótipo gerado por IA diretamente para produção, essas ferramentas podem ajudar a superar bloqueios criativos e explorar novos caminhos com rapidez".
Huei-Hsin Wang e Megan Brown no artigo "Bom de longe, mas longe de ser bom: a prototipagem com IA em contextos reais de design" (tradução livre) - Nielsen Norman Group
Após desenvolver o protótipo, é chegada a hora de apresentá-lo aos stakeholders. Na Caiena, temos vasta experiência nisso e por isso listamos três dicas que já compartilhamos por aqui e que podem fazer a diferença nesse momento do projeto.
- É importante explicar para os participantes o que buscamos aprovar naquele momento: devemos nos atentar aos caminhos que o usuário percorrerá ao usar o produto? Ou nessa etapa o importante é definir a ordem dos campos e botões, e os nomes de cada um deles?
- Além disso, é interessante que alguém com conhecimentos de desenvolvimento participe da apresentação, já que é muito natural que o cliente sugira funções, ferramentas e integrações, perguntando se é tecnicamente possível implementá-las e quanto investimento elas demandariam.
- Outro ponto essencial é compartilhar o protótipo com os usuários e clientes após a reunião para que eles possam navegar sozinhos, e pedir que anotem dúvidas e sugestões.
Cada um pode ter sua plataforma preferida para o desenvolvimento de protótipos, seja por afinidade e adaptação, ou por corresponder às necessidades de um projeto específico. Porém, mais importante do que a ferramenta, é compreender qual é o problema que precisa ser resolvido e qual o nível de fidelidade necessário do protótipo para cada etapa do projeto.
Para facilitar essas escolhas, criamos o SEED, método desenvolvido por nós para ajudar nas descobertas de soluções que atendam às necessidades de seu negócio, em diferentes contextos.
Por meio de etapas de discussões e testes, validamos as propostas e, só então, chegamos à resposta final para tirar uma ideia do papel. Se você está avaliando uma nova solução e quer transformá-la em realidade, a equipe da Caiena pode apoiar desde a estratégia até a prototipação e validação do produto. Venha conhecer mais sobre a experiência da Caiena nesse assunto.


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