No contexto de business intelligence (BI), um dashboard por si só pode não ser a solução para o seu problema, mas ajuda muito a resolvê-lo. Sua utilidade está em apoiar a identificar respostas para perguntas relevantes, até mesmo para aquelas que nem imaginamos que existam. A efetividade de um dashboard em BI depende da análise crítica, de objetivos bem fundamentados e da capacidade de transformar os dados monitorados em orientações para decisões com mais precisão.
Um dashboard em BI personalizado pode ser construído com diversos elementos: gráficos de alta resolução, uma paleta de cores semânticas, indicadores de status, setas, alertas, bem como ter uma hierarquia visual que oriente títulos, tamanhos de fontes, pesos tipográficos, alinhamentos e espaçamentos, filtros e botões de controle interativos, legendas, linhas de referência, notas explicativas…
As possibilidades visuais para destacar métricas de desempenho em dashboards em BI são diversas. Essas escolhas aumentam a percepção visual e a compreensão das informações monitoradas.
Quando os dados são projetados de forma adequada em um único painel, a exibição integrada e ajustada às suas necessidades pode gerar insights que antecipam riscos ou oportunidades. Logo, o valor de um dashboard formatado para estratégias de business intelligence está em dar acesso a um fluxo de informações flexível e sem interrupções, para apoiar a tomada de decisão.
Aprendemos isso com as experiências da Caiena no desenvolvimento de soluções digitais e também com orientações compartilhadas pela TDWI, organização referência em estudos e treinamentos sobre business intelligence, além da leitura da “Bíblia” dos dashboards em BI, o livro “Information Dashboard Design: The Effective Visual Communication of Data”, de Stephen Few.
Parte desses aprendizados estão aqui, mas se quiser se aprofundar no assunto, sugerimos assinar a Newsletter da Caiena abaixo para receber nossos conteúdos exclusivos. São dados que trazem embasamento para a tomada de decisão, apoiam análises e ajudam a identificar oportunidades e orientar estratégias.
Navegue pelo conteúdo:
- Business Intelligence e dashboards como o do Power BI
- Primeiros passos para criar o seu dashboard em BI
- O que muda ao investir em BI para construir dashboards
- FAQ
- O que é business intelligence?
- Por que investir em BI?
- Como criar dashboards em BI?
Vamos começar a conversa pelo termo business intelligence (BI), que em tradução livre significa inteligência de negócio. Esse conceito é amplo e se refere à gestão e às ações de análise de grandes volumes de dados, que direcionam tomadas de decisão. Isso envolve desde a maneira como os dados são captados, processados, até a sua interpretação para identificar tendências, riscos e gerar valor para a organização.
“O principal objetivo de BI é possibilitar acesso interativo (às vezes em tempo real) a dados, permitir a manipulação de dados e oferecer a gestores empresariais e analistas a capacidade de conduzir análises apropriadas. Ao analisarem dados, situações e desempenhos históricos e atuais, os tomadores de decisões obtêm percepções valiosas, que lhes permitem tomar decisões mais embasadas e melhores. O processo de BI baseia-se na transformação de dados em informações, depois em decisões e, por fim, em ações”.
Livro "Business Intelligence, Análise de Dados, Ciência de Dados e IA: para Gestão do Negócio", de Ramesh Sharda; Dursun Delen; Turbante Efraim.
Já existem diversas plataformas de BI para visualizar dados, sendo uma das mais comuns o Microsoft Power BI. O seu dashboard, por exemplo, é um dos serviços oferecidos na plataforma que possibilitam visualizar em uma única tela os dados de maior interesse do usuário, incluindo a partir de blocos. Além disso, nesse dashboard da Microsoft Power BI, é possível obter relatórios detalhados, em um modelo semântico, com recursos interativos e alto detalhamento visual, personalizados de acordo com cada objetivo de negócio.
No entanto, com os avanços tecnológicos, as organizações passaram a buscar soluções altamente personalizadas, pensadas desde o início para demandas específicas do negócio. O objetivo é transformar dados em oportunidades, contando com dashboards cada vez mais singulares para atender a cada contexto e estratégia de business intelligence.
“A demanda por acesso instantâneo e sob demanda a informações dispersas cresceu devido à necessidade cada vez maior de diminuir a lacuna entre os dados operacionais e os objetivos estratégicos. Tudo isso pode ajudar os usuários, que precisam ficar a par (praticamente em tempo real) das mudanças nos dados ou da disponibilidade de relatórios, alertas e notificações relevantes envolvendo eventos e tendências emergentes em aplicativos de redes sociais”.
Livro "Business Intelligence, Análise de Dados, Ciência de Dados e IA: para Gestão do Negócio", de Ramesh Sharda; Dursun Delen; Turbante Efraim.
Hoje, diversos fornecedores de tecnologia oferecem soluções de BI personalizadas, que podem ser alimentadas com os dados de cada projeto, muito além do Microsoft Power BI. Também já é possível criar ferramentas e agentes de inteligência artificial que conduzem essas tarefas de business intelligence.
Seja por necessidade ou orçamento: se a sua decisão é desenvolver seu próprio dashboard em BI, é importante considerar os passos a seguir. A TDWI compara a criação de dashboards ao trabalho de decorar o cômodo de uma casa.
“Quando compramos um tapete, escolhemos o mais bonito; quando selecionamos a tinta das paredes, optamos pela cor mais atraente; quando escolhemos cadeiras e mesas, procuramos as mais elegantes que podemos pagar. Embora cada escolha individual faça sentido, quando colocados juntos, os objetos podem entrar em conflito ou competir pela atenção”.
Tradução livre do artigo "Get Help When Designing Dashboards", de Wayne Eckerson, para a TDWI.
Portanto, se este tipo de projeto é novo para você, o passo inicial para criar dashboards em BI é buscar o apoio de pessoas que tenham conhecimento em princípios básicos de design. Elas saberão orientar com mais propriedade as escolhas de como apresentar as informações quantitativas para atender aos requisitos dos usuários e aos processos de negócios direcionados por dados.
Defina o objetivo de negócio
A implementação de uma nova tecnologia, incluindo um dashboard em BI, deve considerar três passos essenciais: identificar as necessidades que serão atendidas pela solução, qual é a opção mais adequada para o seu contexto e como os usuários serão preparados para essa implementação.
Essas decisões são guiadas por um único objetivo de negócio, que será o norte para um planejamento inicial do dashboard em BI. Para defini-lo, você pode incluir nos planos uma avaliação diagnóstica. Com a prioridade em mente, é mais fácil criar um dashboard em BI que realmente atenda às expectativas da organização e que transmita confiança.
Mapeie as fontes de dados e defina os indicadores-chave
A profundidade das dimensões analíticas está associada às escolhas de indicadores prioritários e às formas de visualizar as informações no dashboard. É importante escolher quais informações serão apresentadas, partindo dos dados mais simples e que são estratégicos para tomadas de decisão.
De acordo com Stephen Few no livro "Information Dashboard Design", todo dashboard deve incluir mecanismos de exibição gráfica, que podem ser semáforos ou variedades de medidores e indicadores inseridos por meio de funcionalidades de camadas sobrepostas, granularidade ou filtros dinâmicos, por exemplo. São elementos que fornecem uma visão geral do que está acontecendo no momento atual, ou seja, o mais fiel ao tempo real possível.
Escolha a ferramenta adequada para seu contexto
Faz sentido avaliar com se o ideal para o seu projeto é optar por uma ferramenta flexível, mas já pronta, como o Power BI, ou ter algo desenvolvido sob medida para o seu contexto. O especialista em design estratégico da Caiena Daniel Lucas já falou sobre esse desafio aqui no Blog da Caiena. Independentemente da escolha, é funcionamental ter compreensão sobre qual problema se deseja resolver. A tecnologia, por si só, não deve ser o objetivo central da decisão.
Construa e valide com os usuários
Ao longo de todo o projeto, envolva os usuários finais na construção da ferramenta. Ter esse público participando ativamente nas etapas iniciais e no processo decisório. Essa participação pode ser útil para incorporar funcionalidades que atendam suas necessidades e expectativas relacionadas à aparência e à experiência de uso.
Ao mesmo tempo, essa decisão facilita a etapa de implementação e operação, já que os usuários já terão tido contato com a solução e participado de sua criação.
Atenção aos erros comuns
Um erro comum na criação de dashboards em BI é o de cair na pressão de que você precisa ter uma tecnologia sem antes entender a sua necessidade e qual é a mais adequada para seu contexto. Não basta criar um dashboard e esperar que, sozinho, ele traga retornos sobre o investimento.
Se você se lembra da comparação da TDWI com a decoração de um cômodo, esse erro é a mesma coisa de investir em móveis e artigos caros que não trarão conforto e não são funcionais para um ambiente, como um sofá caro, bonito, mas desconfortável e com baixa durabilidade, por exemplo.
Mais do que entusiasmo, a criação de um dashboard eficiente precisa partir dos objetivos de negócio. Nessa construção, a TDWI também atenta às decisões erradas sobre elementos visuais, como quais tipos de gráficos serão usados para representar os dados, como será feito o agrupamentos de métricas e as aplicações de filtros. Isso e outras decisões devem variar de acordo com os perfis de usuários e serem orientadas por designers.
Outro erro comum está associado ao tempo de desenvolvimento. Na pressa, muita gente se esquece de que todo projeto exige um período de dedicação para compreensão atenta dos requisitos dos usuários e dos dados que vão alimentar esses dashboards.
Como explicado no livro de Stephen Few, dashboards em business intelligence são ferramentas cognitivas que ampliam o “campo de controle” sobre uma grande quantidade de dados de negócios. Por isso, ajudam as pessoas a identificar visualmente tendências, padrões e anomalias, perceber o que estão vendo e orientá-las na direção de decisões mais eficazes.
Um estudo da Forrester Consulting identificou que organizações que desenvolveram culturas orientadas por dados alcançaram um retorno sobre o investimento de 366% em três anos com business intelligence. Também tiveram 2,5% no lucro operacional, e reduziram de 18 para 10 meses o tempo de lançamento de novos produtos e serviços.
Outro estudo da Forrester também aponta que usuários obtiveram retorno de investimento de 127% em 13 meses de trabalho com ferramentas de business intelligence. Eles também observaram aumento de 400% na quantidade de relatórios padronizados produzidos, e a redução de 87,5% na criação desses documentos.
Dados e políticas públicas
Essas vantagens não se restringem somente ao contexto organizacional. Temos exemplos de dashboards apoiados pelo trabalho da Caiena que são usados para orientar decisões relacionadas à políticas públicas em cultura e educação, como as ferramentas Explorador de Dados e Painéis de Dados, do Observatório Fundação Itaú.
Cada um deles possibilita uma experiência de uso diferente no Observatório Fundação Itaú. Enquanto o Explorador de Dados é usado para criar visualizações personalizadas a partir dos conjuntos de dados e indicadores disponíveis, os Painéis de Dados reúnem informações descritivas e quantitativas para oferecer uma visão ampla e detalhada dos levantamentos e análises realizados pelo Observatório.
Com o Explorador de Dados, os usuários do Observatório Fundação Itaú têm liberdade para investigar temas de interesse selecionando indicadores, filtros e escolhendo diferentes formas de visualização, como gráficos dinâmicos. Assim, ele pode formular uma pergunta e construir o conjunto de dados e indicadores que corresponde à sua necessidade, utilizando recursos de agrupamentos e funções interativas.
Os Painéis de Dados funcionam como complemento do raciocínio analítico do usuário. Isso é resultado de uma decisão de design intencional: limitar a complexidade, algo que nem sempre é visível, mas está presente. Essa visualização possibilita obter a informação com fácil cognição. Ou seja: sua arquitetura facilita o acesso às camadas de informação que contextualizam o usuário sobre o que quer monitorar.
Concluindo, reforçamos um aprendizado da TDWI: dados contam histórias. Uma narrativa forte sem dados confiáveis é ficção. A habilidade está em combiná-los. Essas histórias só surtem efeito quando os dados estão alinhados às escolhas visuais e à construção de ações orientadas por objetivos de negócios concretos. Se precisar de mais ajuda nisso, conte com a experiência da Caiena!
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Em tradução livre, o termo business intelligence (BI) significa inteligência de negócio. Esse conceito é amplo e se refere à gestão e às ações de análise de grandes volumes de dados, que direcionam tomadas de decisão. Isso envolve desde a maneira como os dados são captados, processados e até a sua interpretação para identificar tendências, riscos ou pontos de melhoria.
Dashboards em business intelligence são ferramentas cognitivas que ampliam o “campo de controle” sobre uma grande quantidade de dados de negócios. Por isso, ajudam as pessoas a identificar visualmente tendências, padrões e anomalias, perceber o que estão vendo e orientá-las na direção de decisões mais eficazes.
Para começar, defina o objetivo do negócio. A implementação de uma nova tecnologia, incluindo um dashboard em BI, precisa considerar três passos essenciais: identificar as necessidades que serão atendidas pela solução, qual é a opção mais adequada para o seu contexto e como os usuários serão preparados para essa implementação. Mapeie as fontes de dados e defina os indicadores-chave, escolhendo quais informações serão apresentadas, partindo dos dados mais simples e que são estratégicos para tomadas de decisão. Além disso, para ter sucesso na implementação de qualquer tecnologia, é fundamental identificar o problema que se deseja resolver, sem inverter as prioridades.