O que é squad? O significado da tradução livre desse termo em inglês é esquadrão. Porém, em tecnologia, isso significa muito. Aqui, estamos nos referindo a um modelo criado para desenvolver equipes de tecnologia. O método ágil surgiu dentro do Spotify, alçou voos no contexto tecnológico dos anos 2010, e desde então tem influenciado projetos que buscam “atacar” desafios complexos.
Muita gente que precisa completar missões em tecnologia ainda se depara com a dúvida de recorrer ou não a um squad. Na Caiena, entendemos que a composição de um squad de tecnologia precisa acompanhar o contexto de cada projeto, para que assim ele atenda aos critérios por trás das decisões entre montar um squad internamente ou contar com uma consultoria externa.
Navegue pelo conteúdo:
- Qual o significado de squad?
- Squad em tecnologia
- Benefícios de um squad em projetos
- Montar ou contratar um squad de tecnologia?
- Consultoria para squads
- Entenda o contexto
- FAQ
Antes de decidir se vale a pena montar ou contratar um squad, é importante entender mais sobre o que é essa forma de estruturar uma equipe em torno de uma missão, e se esse conceito se aplica ou não à realidade da sua organização.
O significado do termo squad no contexto da metodologia ágil ganhou força quando os gestores de tecnologia Henrik Kniberg e Anders Ivarsson compartilharam o artigo "Scaling Agile @ Spotify", em 2012. Assim como quando o manifesto ágil foi lançado, o conteúdo trouxe à tona discussões importantes no cenário de tecnologia. No artigo, eles documentaram a maneira como organizavam as equipes de desenvolvimento na empresa de streaming. As práticas passaram a ser conhecidas como "modelo Spotify" e hoje são adaptadas de acordo com os contextos de cada organização.
Segundo os autores, um squad é uma equipe exclusiva que se assemelha a um time Scrum, pois os integrantes da equipe trabalham de forma colaborativa. Cada um exerce sua competência para projetar, desenvolver e testar o que for necessário nos projetos. O squad também é definido como uma equipe autogerenciada. Logo, alguns podem utilizar sprints, outros kanban, entre outras abordagens ágeis que identificarem como eficientes para cada contexto.
O diferencial de um squad é que este grupo possui uma missão específica de longo prazo. Portanto, seus integrantes acabam se tornando especialistas naquela área ou projeto específico. Para isso, um squad demanda um espaço de trabalho estruturado, remoto ou presencial, que facilite essas trocas constantes.
O foco de um squad pode ser desenvolver ou aprimorar um produto digital, criar uma experiência para o usuário, ou ampliar um sistema, por exemplo. Essas missões levam à construção de MVPs (produto mínimo viável) e à validação dos aprendizados por meio de testes e acompanhamento de métricas.
De forma geral, um squad é um grupo autônomo de especialistas, com contato direto com stakeholders e sem dependências de processos externos que possam bloquear o trabalho. Desta forma, o squad consegue alcançar entregas com menos esforços, por ser menos acionado – o que gera menos interrupções – e pela constante colaboração entre os integrantes.
No artigo, Kniberg e Ivarsson compartilham orientações sobre squads que se aproximam mais do contexto de tecnologia, uma vez que foram baseadas nas atividades do Spotify. Uma delas é a dedicação de 10% do trabalho do squad aos "hack days". Estes são dias reservados para cada integrante realizar tarefas que tiverem mais interesse, como para testar novas ideias ou compartilhar experiências com os colegas.
Para eles, os “hack days” em equipes de tecnologia estimulam o aprendizado descontraído e a exposição à novas ferramentas e técnicas que ampliam o repertório técnico.
Outro diferencial de um squad neste contexto é que não existe um líder formalmente nomeado, mas o squad ainda conta com um product owner para priorizar as tarefas. O papel é responsável por manter roadmaps e backlogs de alto nível. Outra figura importante no squad de tecnologia é o agile coach, responsável por conduzir retrospectivas, reuniões e sessões 1:1.
Na prática, o valor de um squad vai além de reunir profissionais dedicados em um projeto. Em nossa visão, um dos principais benefícios é criar as condições para que essas pessoas acumulem experiências, tomem decisões com mais agilidade e reduzam dependências ao longo do desenvolvimento.
Ao atuar de forma mais autônoma e exclusiva, o squad consegue trabalhar com menos dependências que podem trazer lentidão ou atrasos aos projetos. Isso favorece um fluxo de entregas mais contínuo e permite que decisões sobre repriorização, reorganização, arquitetura ou soluções técnicas sejam tomadas de acordo com a complexidade de cada desafio.
Na ocasião em que o artigo de Kniberg e Ivarsson foi escrito, o Spotify atuava com 250 pessoas na área de tecnologia. Três anos antes, a equipe era integrada por somente 30 pessoas. Tanto o squad quanto outros modelos ágeis de trabalho foram introduzidos para apoiar a escalabilidade da empresa e o clima da organização. Os especialistas contam que, mesmo em meio a esse crescimento acelerado, a satisfação dos talentos subiu de 4,4 para 5, considerando uma escala de 0 a 5.
Montar um squad ou contratar, eis a questão. O significado dessa decisão em tecnologia envolve diversos fatores, e inclusive já falamos sobre alguns deles aqui no Blog da Caiena. Essas respostas podem começar pelos prazos. Se a entrega dessa missão precisa ser rápida, contratar um squad externo responde melhor à necessidade. Porque o tempo gasto para encontrar profissionais e organizar o squad será mais longo do que trazer para o seu contexto um já capacitado e estruturado de uma consultoria externa.
Além disso, um squad contratado possibilita mais flexibilidade ao projeto, pois sua composição pode ir se ajustando conforme as demandas mudam. Isso resulta em maior escalabilidade, uma vez que a equipe dedicada pode ser ampliada rapidamente se houver necessidade.
Outro fator decisivo é a construção e o controle de conhecimento. Montar o próprio squad mantém as informações do projeto dentro da organização, enquanto um externo precisa transferir os aprendizados aos parceiros que vão dar continuidade às suas atividades após a conclusão da missão. Na Caiena, por exemplo, temos por padrão uma etapa de transferência de conhecimento e de tecnologia quando cada projeto chega ao final.
Concluindo, contratar um squad externo é o caminho ideal para acelerar iniciativas, principalmente no caso de empresas que não possuem especialistas com as competências técnicas necessárias para esse momento de expansão técnica. Além disso, possibilita aumentar a capacidade sem criar imediatamente uma estrutura permanente.
Pela nossa experiência, algumas perguntas ajudam a tornar essa escolha mais objetiva:
- Qual é o prazo que a organização tem para essa entrega? Qual é a urgência?
- Qual é o orçamento disponível? O investimento faz sentido como capacidade permanente ou para uma iniciativa específica? Já temos as competências técnicas e de produto necessárias?
- Quanto conhecimento já existe internamente para orientar esse projeto? A equipe terá acesso às pessoas, dados e decisões necessárias?
Contratar uma consultoria de tecnologia e design é uma boa opção para quem está em dúvida entre montar ou contratar um squad. Em alguns casos, o maior ganho está em combinar capacidades externas com o conhecimento interno.
Uma consultoria de tecnologia e design pode atuar de diferentes formas: formando um squad dedicado para uma iniciativa específica, ou apoiando uma equipe interna que precisa de orientação para alcançar sua missão.
A consultoria pode ser responsável recrutar e integrar profissionais individualmente de acordo com as capacidades técnicas necessárias. Isso também possibilita criar um squad multidisciplinar mais alinhado, com habilidades e conhecimentos que atendam especificamente às necessidades do projeto.
Além disso, há um contexto recorrente em organizações: urgências em outras frentes, em geral, ganham prioridade quando comparado a novas iniciativas, que demandam um esforço inicial considerável até que se estabeleçam. Um consultoria externa fica menos suscetível a essas mudanças internas, conseguindo evoluir o trabalho de forma estável, já que parte da definição de atividades e priorização, até a conclusão do produto.
Para completar, a contratação de uma consultoria para um squad flexível não gera dependências de uma estrutura permanente, ajustando a composição do squad conforme seus avanços.
Concluindo, não existe modelo de squad que funcione para todos os projetos. Antes de decidir entre montar um, contratar uma consultoria externa ou orientar uma equipe que já existe, é preciso entender o contexto: qual problema precisa ser resolvido, qual é o prazo, quais competências já estão disponíveis internamente, qual investimento faz sentido e por quanto tempo essa capacidade será necessária.
É a partir dessas respostas que a solução deve ser desenhada. Pois, mais importante do que escolher um modelo, é criar as condições para que as pessoas consigam trabalhar com clareza, autonomia e foco na entrega contínua.
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Qual o significado de squad?
O que é squad? O significado da tradução livre desse termo em inglês é esquadrão. Porém, em tecnologia, isso significa muito mais. Aqui, estamos nos referindo a um modelo criado para desenvolver equipes de tecnologia. O método ágil surgiu no Spotify, alçou voos no contexto tecnológico dos anos 2010, e desde então tem influenciado projetos que buscam “atacar” desafios complexos. O uso do termo squad no contexto da metodologia ágil ganhou força quando os gestores de tecnologia Henrik Kniberg e Anders Ivarsson compartilharam o artigo "Scaling Agile @ Spotify", em 2012.
Quando vale contratar um squad?
Contratar um squad externo é o caminho ideal para acelerar iniciativas, principalmente no caso de empresas que não possuem especialistas com as competências técnicas necessárias para esse momento de expansão técnica. Além disso, possibilita aumentar a capacidade sem criar imediatamente uma estrutura permanente. Montar o próprio squad exige mais tempo dedicado à contratação dos profissionais, porém possibilita que as informações obtidas durante os projetos permaneçam internamente, enquanto um squad externo precisa transferir os aprendizados.
O que faz uma consultoria para squad em tecnologia?
A consultoria pode ser responsável recrutar e integrar profissionais individualmente de acordo com as capacidades técnicas necessárias. Isso também possibilita criar um squad multidisciplinar mais alinhado, com habilidades e conhecimentos que atendam especificamente às necessidades do projeto. Além disso, há um contexto recorrente em organizações: urgências em outras frentes, em geral, ganham prioridade quando comparado a novas iniciativas, que demandam um esforço inicial considerável até que se estabeleçam. Um consultoria externa fica menos suscetível a essas mudanças internas, conseguindo evoluir o trabalho de forma estável, já que parte da definição de atividades e priorização, até a conclusão do produto.








