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Motion Graphics: como explicar conceitos através de vídeos

Sabe por que cada vez mais empresas utilizam vídeos animados para divulgar suas ações e produtos? Porque uma boa animação se conecta com o público e explica conceitos complexos em poucos segundos.

Motion graphics, motion design, animação, vídeo animado… vários nomes para uma mesma abordagem: transformar formas estáticas em formas vivas. E essas formas podem ser qualquer coisa – letras, gráficos, números, personagens, objetos, paisagens, logotipos… Os únicos limites são aqueles colocados pelo próprio projeto, como tempo, recursos humanos e tecnológicos e, talvez, exigências do cliente.

Boa parte dos produtos da Caiena são softwares dos mais variados tipos e direcionados aos mais diversos usuários. Atualmente, a entrega de quase todos esses softwares inclui a criação de motion graphics, justamente porque eles explicam o uso e a função de tecnologias complexas a um público amplo, conseguem deixar esse público interessado e, consequentemente, agregam valor à entrega final.

O projeto Solução Online de Licitação é um bom exemplo. Nesse caso, foram feitos cinco vídeos curtos explicando as funções e tecnologias do software. Veja um deles:

SOL - Código aberto from Caiena on Vimeo.

Depois de alguns anos de prática, nossa equipe de design gráfico desenvolveu um processo bastante estruturado e eficiente de produção de animações. E é ele que compartilhamos com vocês agora.

Os passos para criação de motion graphics

Passo 1 – Compreender o assunto

Não faça nada antes de entender o propósito do vídeo. É preciso estudar o assunto ou produto, entender sua função, com que público ele conversa e qual conceito deve ficar claro para quem o assistir. Não confunda: não se trata, ainda, de entender qual história será contada, mas o que essa história deve revelar ou transmitir ao público.

Passo 2 – Quais recursos visuais já existem no projeto?

Esse é o momento de identificar quais elementos visuais já estão relacionados ao seu produto ou tema. Esses elementos podem ser cores, logotipos, estilos e até mesmo emoções ou sensações.

Passo 3 – Roteiro

Aqui na Caiena a criação do roteiro é uma atividade multidisciplinar que costuma envolver tanto a área de design quanto a de comunicação. Na maior parte dos casos, o resultado final inclui o texto para a narração e sugestões de cenas e elementos visuais.

Passo 4 – Referências

Não tenha medo de buscar referências. Quanto mais criativo e original for o seu trabalho, melhor. Mas o que alimenta essa criatividade é a bagagem de referências que você possui. Saber o que outras empresas andam produzindo pode te ajudar com insights sobre o que fazer e até sobre o que não fazer. Dribbble, Vimeo, Pinterest e Instagram são boas plataformas para isso.

Passo 5 – Rascunhos


Depois de reunir todo esse conhecimento, é hora de rabiscar. O segredo para ter sucesso nessa etapa é: simplesmente faça. Comece com a tranquilidade de saber que o primeiro rascunho dificilmente será parecido com o resultado final e, por isso, não precisa se preocupar tanto assim com ele. Isso vai te ajudar a não "travar" diante da página em branco. Caso trabalhe em equipe, como nós, é importante que todos os designers envolvidos compartilhem entre si suas propostas para que as melhores sejam mescladas e todos estejam alinhados.

Passo 6 – Storyboard ou animatic

Com o roteiro pronto, a equipe de motion graphics inicia a criação do storyboard – sequência de quadros sem movimentos animados – ou do animatic – sequência de quadros já com algum nível de animação – para aprovação de outras equipes e/ou do cliente. Um dos sites que utilizamos para fazer o storyboard é o Boords. É comum que algum dos designers faça uma "locução-guia" para acompanhar mais facilmente a relação entre a narração e as cenas.

Passo 7 – Criação de Style Frames


O próximo passo é a produção dos style frames, o que envolve tanto a criação de personagens, quanto a de cenários e outros elementos que estarão no vídeo. Para isso, utilizamos os softwares Adobe Illustrator (para vetores) e Adobe Photoshop (para bitmaps). Em seguida, essas ilustrações costumam passar pela validação do cliente e de outras equipes importantes no projeto. É essencial, ao criar as ilustrações, levar em conta as possibilidades de movimento das figuras desenhadas para não ter problemas na hora da animação.

Passo 8 – Animação final

Após aprovação do estilo e das cenas por parte do cliente, é hora de animar as ilustrações – aqui nós utilizamos o After Effects. É também nessa etapa, quando a animação está quase concluída, que a equipe produz os efeitos sonoros (SFX) do vídeo e um narrador realiza a locução.

Vale destacar que em algumas empresas ou projetos, os profissionais responsáveis pela ilustração não são os mesmo que farão a animação final utilizando algum software.

Para saber mais sobre motion graphics

Sabemos que cada uma dessas etapas possuem seus próprios processos e desafios. Por isso, durante os próximos meses publicaremos textos com informações e dicas para os profissionais da área – dos iniciantes aos mais experientes. Nos siga nas redes sociais para acompanhar esses conteúdos!

Se você deseja desenvolver suas habilidades em design com a nossa equipe, confira nossas vagas abertas! Caso não encontre uma oportunidade que atenda ao seu momento de carreira, cadastre-se para receber notificações sobre vagas abertas relacionadas ao seu perfil profissional.

Este texto foi escrito com a colaboração dos designers, ilustratores e motion designers Aline Tardelli, Bruno Rigolino, Eduardo Araújo e Jaqueline Vital.

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